Caso Henry: psicóloga diz ter sido procurada após menino não querer ficar na casa da mãe

A psicóloga que realizava o acompanhamento terapêutico de Henry Borel Medeiros, de 4 anos, desde o início de fevereiro, disse ter sido procurada pela mãe do menino, a professora Monique Medeiros da Costa e Silva, que relatava que ele “não queria ficar” na sua casa. Em depoimento prestado na 16ª DP (Barra da Tijuca), na tarde desta segunda-feira, dia 29, após ser intimada, a profissional contou ter realizado cinco consultas com a criança, que demonstrava afeto pelos avós maternos e que pronunciou o nome do seu padrasto, o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade), somente no último encontro. De acordo com a psicóloga, Monique reclamava que Henry não queria ir ao Colégio Marista São José, onde fazia a pré-escola. Ele havia participado de 20 dias de aula. O colégio fica a quatro minutos do condomínio Majestic, no Cidade Jardim, Barra da Tijuca, onde, desde novembro, moravam o menino, a sua mãe e Jairinho. Em depoimento, a professora do menino disse não ter notado nenhuma anormalidade no comportamento do aluno.

A psicóloga relatou ainda que, a partir da segunda sessão, passou a explorar o “espaço lúdico da criança”, brincando, desenhando e fazendo trabalho com massinhas. A profissional disse ter identificado que o espaço da casa dos avós maternos, em Bangu, onde Henry já morou e frequentava, era agradável, sobretudo pela presença do avô.

A depoente contou que Henry contou morar com “um tio” na sua casa. Perguntado quem era, o menino respondeu “Tio Jairinho”, sem demonstrar medo do padrasto. Logo em seguida, ele disse estar com saudades do pai,  o engenheiro Leniel Borel de Almeida

De acordo com o depoimento de Monique também na 16ª DP, a psicóloga foi escolhida para que orientasse a família nessa nova etapa de vida — em quatro meses, ela havia se separado de Leniel e ido morar com Jairinho. O engenheiro afirmou na delegacia que, após o pedido de divórcio, o casal chegou a conversar sobre a necessidade das consultas. Ele sugeriu uma profissional que atendia pelo plano de saúde, em Madureira, na Zona Norte, mas a professora optou por essa, pela proximidade do seu consultório.

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